A continuação dos Jogos da Lusofonia e a melhoria das condições do estatuto do estudante-atleta foram defendidos esta tarde por agentes e outros responsáveis ligados ao desporto e ao olimpismo, nos painéis que encerraram o primeiro dia do Congresso Nacional Olímpico, a decorrer na Maia.

Luís Gomes da Costa, presidente da Academia Olímpica de Portugal, considera ser necessário repensar, redimensionar os Jogos da Lusofonia, sem colocar em causa a sua existência. Sublinha o papel dos jogos que, “além da dimensão desportiva têm uma dimensão social e cultural que em momento algum pode ser esquecida”.

Na opinião de Jorge Olímpio Bento, director da Faculdade de Desporto da Universidade do Porto, os Jogos da Lusofonia “devem continuar”, com este ou outro nome. Na sua intervenção disse ainda que “gostaria muito que os países lusófonos aproveitassem os jogos [Rio 2016] para estabelecerem qualquer evento, organização, que marcasse a sua presença” lá.

Também Mário Almeida, vice-presidente do Comité Olímpico Angolano, afirmou que todos têm de “fazer esforço muito grande para manter os Jogos da Lusofonia” e sugeriu que os Jogos da CPLP pudessem ser jogos escolares.

Esta questão foi abordada posteriormente por Manuel Veloso, representante da FADU. Participante no último painel do dia, este referiu que “tem havido conversas com estruturas a nível universitário para que possa ser inserida uma dimensão escolar” nos Jogos da CPLP. “Estamos interessados em integrar este projecto”, adiantou.

Destacando a componente cultural, social e educativa do desporto, Manuel Veloso afirmou que têm vindo “a actuar na dignificação do estatuto de estudante-atleta”, uma das principais preocupações da FADU, que íntegra um grupo de trabalho sobre esta matéria. Acrescentou que seria “importante levar a cabo um estudo que procurasse identificar causas nesta matéria”, referindo-se concretamente ao absentismo/abandono escolar ou o abandono do desporto para continuar os estudos. É fundamental “ter maior integração, acompanhamento na universidade, não só ao nível do praticante como dos dirigentes e dos treinadores”, sublinhou.

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