A Autoridade Antidopagem de Portugal (ADoP) e o Comité Olímpico de Portugal (COP) assinaram esta quinta-feira um protocolo, “manifestando a vontade de cooperar na luta contra a dopagem no desporto, no âmbito da participação da Missão Olímpica de Portugal nos Jogos da XXXII Olimpíada, mediante a realização de ações de formação, prevenção e de aconselhamento aos praticantes desportivos, treinadores e oficiais” que possam vir a estar em Tóquio 2020.

O documento foi assinado nas instalações da ADoP, pelo seu Presidente, Manuel Brito, e pelo Presidente do COP, José Manuel Constantino, na presença do Secretário de Estado da Juventude e Desporto (SEJD), João Paulo Rebelo.

Manuel Brito classificou o evento como marcante, “numa nova fase da ADoP”, garantiu que Portugal “está em linha com o que melhor se faz na luta contra a dopagem”, e deixou vincada a ideia que esta, para além de afetar a verdade desportiva, configura um problema “de saúde pública e de redes criminosas”, sublinhando igualmente que “a ADoP não pode estar de costas voltadas para o movimento desportivo e muito menos para o COP. Estamos num tempo completamente distinto.”

José Manuel Constantino, Presidente do COP, considerou “natural” que a relação entre a ADoP e o COP “decorra sem atritos”, mas lembrou tal não ter sido possível “durante cinco anos.” E reforçou: “O COP fica muito satisfeito por ser possível repor a normalidade.”

Na sua intervenção, o Presidente do COP sublinhou a importância do combate à dopagem, não apenas na sua “vertente sancionatória, mas também na vertente formativa e educativa. Há a obrigação de informar atletas e treinadores das regras e também das consequências. É preciso recorrer a quem tem o saber especializado”, disse, lembrando o alcance da assinatura do protocolo com a ADoP. “O COP ficará muito mais descansado quando organizar uma Missão Olímpica, sabendo que está tudo em ordem” com os atletas.

O SEJD caraterizou a ADoP e o COP como “duas entidades que partilham um conjunto de valores e princípios, na defesa da integridade e de um desporto limpo”, mostrando-se satisfeito por a assinatura do protocolo e os discursos de Manuel Brito e José Manuel Constantino não significarem “palavras vãs, porque amanhã [sexta-feira] há já uma ação concreta no Encontro Nacional de Atletas Olímpicos”, que se realizará em Sintra.

O protocolo prevê que “serão realizadas no máximo quatro ações de formação, as quais serão distribuídas geograficamente, de acordo com as indicações do COP.”

Reforçando o significado deste evento as duas instituições fizeram-se representar por diversos dos seus quadros. Pela ADoP estiveram António Júlio (diretor executivo), Carlos Santos (coordenador da área de educação e oficial de ligação no âmbito do protocolo) e Rui Alves (responsável jurídico). Pelo COP estiveram José Manuel Araújo (secretário-geral), Artur Lopes (vice-presidente da Comissão Executiva), Marco Alves (diretor do Departamento de Missões e Preparação Olímpica), Pedro Roque (diretor desportivo), António Varela (diretor de Comunicação), João Maltez (assessor jurídico) e Filipe Jesus (membro do Departamento de Missões e Preparação Olímpica, que fica como oficial do COP na operacionalização do protocolo). Acompanhou igualmente a cerimónia o Presidente da Comissão de Atletas Olímpicos, João Rodrigues.

 

Laboratório reacreditado

João Paulo Rebelo finalizou a sua intervenção na ADoP com o anúncio da reacreditação do Laboratório de Análises de Dopagem (LAD), de Lisboa, prevista para o primeiro trimestre de 2020. “É absolutamente essencial para o nosso país voltar a ter o LAD acreditado. É uma distinção mundial.”

 

 

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