O Navio da República Portuguesa (NRP) Sagres partiu este domingo de Lisboa  para uma jornada de mais de um ano à volta do mundo, que assinala os 500 anos da viagem de circum-navegação empreendida por Fernão Magalhães em 1519, e durante o seu trajeto aportará no Japão, onde será a Casa de Portugal na fase inicial dos Jogos Olímpicos Tóquio 2020.

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, considerou o “momento histórico, irrepetível e singular”, na cerimónia de largada do NRP Sagres, que decorreu no Terminal de Cruzeiros de Lisboa, uma oportunidade para “celebrar o passado, afirmar o presente e construir o futuro. Celebrar este momento é um orgulho”, disse Marcelo Rebelo de Sousa.

A presença do NRP Sagres no Japão, onde será a Casa de Portugal, na abertura dos Jogos Olímpicos, “traduzirá a projeção da nossa juventude e do nosso desporto. Será a afirmação de Portugal”, considerou o Presidente da República.

Marcelo Rebelo de Sousa recebeu das mãos de Marco Alves, Chefe da Missão aos Jogos Olímpicos Tóquio 2020, e de João Rodrigues, Presidente da Comissão de Atletas Olímpicos, a Bandeira Nacional, que depois entregou ao Comandante do NRP Sagres, Maurício Camilo. À chegada do navio ao Japão, em julho, o símbolo nacional voltará à Missão de Portugal participante em Tóquio 2020, que o mostrará ao mundo na cerimónia de abertura dos Jogos Olímpicos.

 

Estiveram presentes na cerimónia que decorreu a bordo do NRP Sagres o Ministro do Mar, Ricardo Serrão Santos, o Ministro da Defesa Nacional, João Gomes Cravinho, o Ministro do Ambiente e da Ação Climática, João Matos Fernandes, o Secretário de Estado da Juventude e Desporto, João Paulo Rebelo, e o Chefe de Estado-Maior da Armada, Mendes Calado, entre outras autoridades políticas, religiosas e militares, e representantes do movimento desportivo português.

O Presidente do Comité Olímpico de Portugal, José Manuel Constantino, que esteve acompanhado na cerimónia por membros da Comissão Executiva, foi o primeiro a discursar, tendo classificado a viagem de circum-navegação como uma afirmação “de Portugal perante o mundo”, dando testemunho de “uma parcela da História de que nos devemos orgulhar.”

José Manuel Constantino referiu que “Portugal não poderia estar melhor representado” em Tóquio 2020, classificando o NRP Sagres como “um dos ícones mais emblemáticos” do País. Formulou “votos de sucesso” para a viagem do navio comandado por Maurício Camilo, “na certeza de que mais uma vez prestigiará Portugal.”

 

Para além de assinalar os 500 anos da viagem de circum-navegação e de se constituir como Casa de Portugal na fase inicial dos Jogos Olímpicos, o navio português estará também nos 500 anos da descoberta do Estreito de Magalhães. É esta circunstância que limita a presença do NRP Sagres em Tóquio ao período 18-27 de julho, pois três meses depois, entre 18 e 23 de outubro, vai marcar presença em Punta Arenas, no Chile, para o aniversário da descoberta do navegador português.

A viagem do NRP Sagres termina a 10 de janeiro de 2021, 371 dias depois da partida de Lisboa e da presença em 23 portos de 20 países. Ao longo das 41 000 milhas de navegação, o NRP Sagres será igualmente palco do desenvolvimento de quatro projetos científicos: Sail; GDP; Rota dos Microplásticos; e Circumtrack – tendo Ricardo Serrão Santos, Ministro do Mar, sublinhado a importância que a jornada do navio português tem nesta área, por ser também “uma ferramenta para o conhecimento científico.”

 

Presidente da República visita exposição do Comité Olímpico de Portugal

Depois da cerimónia de largada do NRP Sagres, o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, visitou a exposição ” Cronologia – Movimento Olímpico e as Grandes Conquistas”, organizada pelo Comité Olímpico de Portugal e que este domingo esteve patente no Terminal de Cruzeiros de Lisboa.

 

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