O presidente do COP, José Manuel Constantino, juntou hoje a sua voz aos que se mostram críticos com os atrasos na definição dos contratos programa para o apoio à alta competição e à participação nos quadros competitivos internacionais. 

“Acompanho com preocupação os pontos de vista de vários presidentes de federações que estão a passar por esta situação . Sinto uma profunda preocupação pelo facto de estarmos a entrar no mês cinco e os contratos programa não estarem subscritos com as federações desportivas, e não compreendo o motivo”. 

José Manuel Constantino explicou ainda que os atrasos na assinatura dos contratos programa, que vão ajudar os atletas, treinadores e federações na preparação olímpica para o Rio de Janeiro 2016, já existiam antes da remodelação governamental, e nada têm a ver com a mesma. Para o dirigente, é “inexplicável” ter-se chegado “quase ao mês de maio”, estarem a decorrer quadros competitivos internacionais onde estão presentes diferentes modalidades portuguesas, sem que o apoio financeiro tenha sido assinado. Em várias modalidades Olímpicas, a qualificação para o Rio 2016 começa mesmo a definir-se nos próximos meses. 

José Manuel Constantino recordou que tem já agendada uma audiência, para o início de maio, com o novo ministro da tutela, Luis Marques Guedes, onde irá dar conta de “uma série de problemas” que as federações desportivas “estão a viver”, não pretendendo por agora fazer mais comentários antes dessa reunião. Recorda-se que Marques Guedes foi recentemente empossado como Ministro da Presidência e dos Assuntos Parlamentares, ministério que tem a pasta do desporto.

Mário Santos, presidente da Federação Portuguesa de Canoagem e chefe das representações internacionais no COP, já havia manifestado a sua preocupação com esta situação na semana passada. Foi posteriormente secundado pelos presidentes das federações de Triatlo e de Vela.

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