Jovens refugiados a viver no Centro de Acolhimento Especializado da Cruz Vermelha Portuguesa (CVP) viveram momentos diferentes, marcados pela conversa com o atleta Farid Walizadeh, que está integrado no projeto “Viver o Desporto – Abraçar o Futuro”, do Comité Olímpico de Portugal.

Farid Walizadeh, ele próprio um refugiado originário no Afeganistão acolhido em Portugal, com uma história de vida marcada por grandes dificuldades, encontra-se atualmente a fazer estudos universitários de Arquitetura e a tentar alcançar o sonho de entrar na Equipa Olímpica de Refugiados que competirá nos Jogos Olímpicos Tóquio 2020.

Com idades entre os 15 e os 17 anos, os jovens acolhidos pela CVP tiveram com Farid Walizadeh uma sessão de grande interatividade, enriquecida pela partilha de experiências de quem já passou por igual situação de adaptação a um país desconhecido.

“As coisas não caem do céu, é preciso perceber a língua para compreender a cultura e ser aceite mais facilmente” foi uma das mensagens que Farid Walizadeh deixou bem vincada na CVP. “É preciso ter fé, porque não se muda a vida de um dia para o outro. É preciso ter paciência. A pessoa cai muitas vezes e tem de se levantar sozinha. És refugiado, tens de agradecer por te terem acolhido. Seja onde for, nunca é fácil, a adaptação.”

Farid Walizadeh explicou igualmente como conseguiu estudar, um dos temas que suscitou maior curiosidade entre a audiência e obrigou à aprendizagem da Língua Portuguesa: “Nunca foi fácil, não se pode desistir.” E aqui o desporto teve um papel importante na integração: “Tens de aprender a levantar-te, não vamos esperar que uma mão nos levante. Com o tempo, eles vão perceber a importância desta oportunidade que tiveram, em Portugal”, sublinhou o jovem praticante de Boxe.

Os jovens refugiados mostraram grande preocupação quanto à possibilidade de se reunirem com a família e Farid respondeu-lhes com o seu próprio exemplo: ao fim de sete anos em Portugal conseguiu realizar tal objetivo.

 

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