O Comité Olímpico de Portugal (COP) participou este sábado no webinar “COVID vs. DESPORTO: A retoma no Desporto, do escolar ao federado”, representado pelo diretor desportivo Pedro Roque, que abordou as consequências da pandemia e elegeu o impedimento do regresso à atividade de milhares de praticantes desportivos da formação “porventura como o problema mais grave.”

Pedro Roque sublinhou que existe a possibilidade de os atletas mais jovens poderem realizar atividade desportiva, “mas o treino desportivo é uma coisa distinta”, que implica o objetivo da competição e essa está-lhes vedada em contexto de pandemia. “Poderemos vir a ter atletas que vão ficar desde março de 2020 até ao outono de 2021 sem poderem desempenhar a sua atividade.”

Na abordagem aos problemas que a pandemia colocou com o adiamento dos Jogos Olímpicos Tóquio 2020, o diretor desportivo do COP lembrou o quadro que se abriu em 2020, no qual “o processo de qualificação estava seriamente posto em causa e o clima era de grande ansiedade”, e caraterizou o atual: “É natural que haja uma fadiga desta situação, com as notícias sobre a incerteza. Este é um momento importante, sobretudo para os atletas que ainda não conseguiram a qualificação.”

Pedro Roque explicou que o COP tem procurado estar sempre próximo de federações, atletas e treinadores durante este período crítico, tendo promovido visitas que pudessem funcionar como “um sinal positivo e de ânimo.”

Focado na preparação para Tóquio, o diretor desportivo revelou que o COP desenvolverá, a partir do dia 12 de fevereiro, mais cinco sessões do programa The Olympic Performance, cujo conteúdo será revelado em breve.

“Porventura, estes serão os Jogos com maior significado de sempre. Serão o virar de uma página, fazendo ressaltar tudo o que de bom há no desporto, homenageando todos os que sofreram”, sublinhou Pedro Roque.

O webinar “COVID-19 vs. Desporto: Federado” foi organizado pela Câmara Municipal de Odivelas e teve ainda a participação de António Júlio Nunes (diretor executivo da Autoridade Antidopagem de Portugal) e do árbitro Duarte Gomes. A moderação foi de Hugo Silva (Desporto Escolar).

Numa das suas intervenções, Duarte Gomes informou que a pandemia implicou a paragem de 440 mil atletas federados e de cerca de 16 mil árbitros. António Júlio Nunes falou, entre outros assuntos, sobre as dificuldades em realizar controlos antidopagem em contexto de pandemia.

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