O Presidente do Comité Olímpico Internacional (COI), Thomas Bach, tem impulsionado o seu plano de reforma “Agenda 2020”, revelando que pretende transformar o processo de candidatura aos Jogos Olímpicos num “convite para discussão e parceria” ao contrário do atual processo.

O debate em curso sobre o processo de candidatura para aos Jogos Olímpicos intensificou-se no início deste mês depois da cidade norueguesa de Oslo ter retirado a sua candidatura aos Jogos Olímpicos de Inverno de 2022, deixando apenas duas cidades candidatas a receber a organização do evento, Pequim (China) e Almaty (Cazaquistão). Oslo tornou-se a última cidade candidata a abandonar o processo de candidatura após o governo do país ter decidido contra o apoio financeiro necessário, devido a preocupações com o custo de realização dos Jogos.

O processo de candidatura foi uma das questões debatidas na reunião de dois dias da Comissão Executiva do COI em Montreux, Suíça, onde o COI finalizou propostas que serão postas a votação pelos membros do COI no Mónaco, nos dias 8 e 9 de dezembro.

“O que fizemos no passado foi enviar um documento numa determinada altura dizendo: ‘Se  quiser candidatar a organização de uns Jogos aqui estão as condições que tem de cumprir, caso não as preencha todas não será elegível para o processo de candidatura’” afirmou Thomas Bach à agência de notícias Associated Press.

“No futuro, queremos convidar as potenciais cidades candidatas a estudar como Jogos Olímpicos se encaixarão melhor na sua situação económica, social, ecológica e desportiva, para só depois nos apresentar o seu plano. Aí sim, estaremos prontos a discutir e aconselhar, ao invés de apenas julgarmos o que nos é apresentado” concluiu o Presidente do COI.

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