A Assembleia Plenária (AP) do Comité Olímpico de Portugal (COP) decidiu esta quinta-feira aprovar por unanimidade o prolongamento do mandato dos atuais órgãos sociais até ao período posterior à realização dos Jogos Olímpicos Tóquio 2020, que têm início agendado para 23 de julho de 2021.

O mandato dos membros dos órgãos sociais têm a duração de quatro anos, coincidentes com o ciclo olímpico, tomando em consideração as disposições da Carta Olímpica, os Estatutos do COP e o Regulamento Eleitoral da entidade, prevendo-se a realização das eleições no primeiro trimestre do ano subsequente ao dos Jogos Olímpicos de verão. Mas, atendendo às circunstâncias extraordinárias do adiamento dos Jogos Olímpicos Tóquio 2020 – resultante das medidas de contenção da Pandemia de COVID-19 -, às orientações emanadas pelo Comité Olímpico Internacional, bem como as medidas excecionais aplicáveis às Federações Desportivas, a Comissão Executiva do COP decidiu propor o prolongamento do mandato dos atuais titulares dos órgãos sociais, agora aprovado, estando por decidir qual a data precisa do ato eleitoral, que acontecerá durante o primeiro trimestre de 2022.

A apresentação desta proposta baseou-se na ideia de permitir a conclusão do processo desenvolvido ao longo de quatro anos relativamente ao Programa de Preparação Olímpica e respetiva participação nos Jogos Olímpicos Tóquio 2020 num quadro de estabilidade.

O Relatório de Atividades e Contas do COP referente a 2019 e o Plano de Atividades e o Orçamento Retificativo para 2020 foram ambos aprovados por unanimidade.

 

Novos Membros Extraordinários

A AP decidiu admitir como membros extraordinários do COP a Federação Portuguesa de Jogos Tradicionais, Federação de Ju-Jitsu e Disciplinas Associadas de Portugal, o Conselho Nacional de Associações de Profissionais de Educação Física e Desporto, e a Federação Portuguesa de Lohan Tao Kempo.

 

Declaração dos Atletas

Finalmente, a AP votou favoravelmente a adoção da Declaração dos Atletas, iniciativa da Comissão de Atletas do Comité Olímpico Internacional, que define um conjunto comum de direitos e deveres para os atletas do Movimento Olímpico sob a jurisdição dos seus membros. É inspirada pela Declaração Universal dos Direitos Humanos e noutros acordos, princípios e tratados internacionais de direitos humanos. O seu objetivo é orientar as ações do Movimento Olímpico, reforçando o apoio aos atletas, independentemente do seu desporto, idade, género ou nacionalidade.

A Declaração dos Atletas abrange temas como a antidopagem, integridade, desporto limpo, comunicação, governação, discriminação e proteção contra o assédio e abuso sexual, tendo sido apresentada e adotada pela 133.ª Sessão do Comité Olímpico Internacional, em Buenos Aires, encontrando-se referida na Carta Olímpica.

No ponto de informações, o Presidente da Federação Portuguesa de Canoagem, Vítor Félix, saudou a aproximação entre Comité Olímpico de Portugal, Comité Paralímpico de Portugal e Confederação do Desporto de Portugal na análise da situação do sistema desportivo português e na solicitação de audiências ao Parlamento e ao Secretário de Estado da Juventude e Desporto. O Presidente da Federação Portuguesa de Natação, António Silva, falou na necessidade de existir uma “voz única” capaz de criar no poder político uma “perceção de convergência” em relação ao desporto que transmita uma ideia de força do sector, na linha do que foi expresso pelo Presidente da Federação Portuguesa de Basquetebol, Manuel Fernandes, e que recebeu o apoio do Presidente da Federação Portuguesa de Atletismo, Jorge Vieira

 

 

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