Uma Medalha de Ouro e duas de Prata

Dia feliz nas Universíadas 2011. Hoje Portugal alcançou não uma, mas sim três medalhas na prova que está a decorrer em Shenzhen, China, voltando o atletismo a ser a modalidade em evidência.

Sem dúvida que o grande destaque vai para a excelente conquista de Alberto Paulo que, na final de 3000m obstáculos, conquistou a medalha de Ouro. Terminando a prova com o tempo de 8:32.26 o estudante da Universidade da Madeira realizou uma prova praticamente perfeita, estando sempre nos lugares da frente. A duas voltas do fim, o atleta português arrancou de forma determinada deixando a concorrência para trás, deslizando para os últimos metros da prova com a segurança da medalha que iria alcançar.

Apesar de confiar no trabalho e no seu excelente momento de forma, o atleta não escondeu alguma surpresa pelo resultado obtido: «Foi sem dúvida melhor do que esperava. Queria melhorar a minha classificação anteriormente obtida e para isso era muito importante a adaptação ao clima. Felizmente as coisas foram favoráveis de forma a surgir nesta final em boas condições físicas. Estou muito contente e este é, sem dúvida, o melhor resultado de todos os tempos» afirmou o medalha de Ouro.

A forma como controlou a corrida e arrancou determinado a duas voltas do fim, foram aspectos decisivos para esta grande conquista: «Nas últimas voltas olhei para o ecrã e vi que me estava a destacar do meu adversário mais próximo. Nesse momento, senti que era possível fazer história e comecei a acreditar no primeiro lugar» concluiu o atleta luso que nesta prova superou o atleta campeão europeu e recordista dos 3000m barreiras nas Universíadas.

Na prova do Triplo Salto Feminino, Portugal conquistou a primeira medalha do dia. Patrícia Mamona conquistou a medalha de Prata (ver foto) no seu último salto da prova. Apesar da atleta portuguesa ter estado sempre colocada no grupo das melhores classificadas, acabaria por entrar para o último salto na quarta posição e a necessitar de melhorar a sua marca. A verdade é que assim foi, pois Patrícia partiu determinada para o seu último salto tendo alcançado a marca de 14.23 ficando muito perto da medalha de Ouro, que foi para a atleta da Rússia Ekaterina Koneva que saltou 14.25. O pódio desta prova foi encerrado com a romena Cristina Bujin.

No final da competição, Patrícia Mamona estava satisfeita com a sua primeira participação numas Universíadas: «Vim aqui para ganhar mas infelizmente não foi possível. Apesar de tudo, sinto que estou a subir de forma e saltar acima dos 14m é sempre uma marca muito positiva. O facto de ter começado a época muito cedo poderia levar-me a estar cansada nesta fase, o que não se veio a verificar. Vou para os Mundiais para fazer o meu melhor, com a consciência que posso melhorar tecnicamente. É importante continuar a saltar acima dos 14m e é isso que espero fazer».

Na final dos 5000m femininos, Sara Moreira surgiu determinada em alcançar mais uma medalha nas Universíadas (ver foto). Como já acontecera na prova de qualificação, a estudante do Instituto Politécnico do Porto mostrou o porquê de ser uma das melhores atletas desta competição. Controlando sempre a corrida e com a capacidade de gerir o esforço, a atleta portuguesa apenas foi ultrapassada pela Turca Binnaz Uslu. Com o tempo de 15:45.83, Sara lutou até ao fim com a atleta da Turquia pela vitória na competição, embora considere este 2º lugar como um excelente resultado: «É um orgulho para mim estar aqui nas minhas terceiras Universíadas. Como sempre, em qualquer prova que participo, quero ganhar e hoje dei o meu tudo por tudo. Quero dar os parabéns à minha adversária pela sua prestação, uma vez que hoje foi de facto muito forte. Contudo, ser segunda classificada foi muito bom para mim e é uma honra estar presente numa prova como esta. Desde sempre que assumi que era favorita nesta prova. Há dois anos ganhei o título mas também tinha consciência que este ano teria adversárias muito fortes. Estou satisfeita por estar na luta, apesar de não ter chegado. Vou continuar a lutar porque ainda tenho muito para dar ao atletismo. Três medalhas num dia é muito bom para Portugal, estou muito feliz por mim e pelos meus colegas» finalizou.

Ainda no atletismo, o estudante da Universidade de Lisboa João Almeida não conseguiu a qualificação para a final dos 110m barreiras. O atleta português acabou por ficar afastado da prova com o 12º melhor tempo das meias-finais, tendo sido 5º da sua série com 13.95.

Na manhã de hoje, Marcos Caldeira não foi feliz na qualificação do Salto em Comprimento. O estudante da FMH efectuou três saltos nulos que o afastaram da final da competição.

Já no Golfe, Tomás Silva encerrou a sua participação na competição tendo na prova de hoje, terminado com 2 abaixo do PAR. Apesar de mais um dia positivo para o atleta, o mau início da competição revelou-se fatal nas suas aspirações tendo terminando na 33ª posição: «O resultado final não foi o que esperava e isso deveu-se, principalmente, aos dois primeiros dias de competição. Apesar de tudo, sinto que recuperei bem dessa situação como mostram os resultados dos últimos dias. Contudo, a verdade é que fiquei abaixo das minhas expectativas para esta competição.».

A competição de Golfe nestas Universíadas foi pioneira na introdução da modalidade numa prova multi-desportiva desta dimensão. Para a FADU foi muito importante Portugal estar representado nesta competição, numa modalidade que é cada vez importante no quadro do desporto Mundial. Para Tomás Silva a participação nas Universíadas foi igualmente muito dignificante: «É importante estar presente num evento desta dimensão, com esta qualidade e onde é reforçada a capacidade de poder competir e ser simultaneamente estudante universitário. Foi uma grande experiência, num ambiente extraordinário» concluiu o aluno do ISEG.

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