A Santa Sé publicou no início de junho um documento intitulado “Dar o melhor de si: uma perspetiva católica do desporto e da pessoa humana”, ao longo do qual são expostos argumentos sobre fair-play, a exploração do corpo, doping, corrupção e comportamentos desviantes de espetadores e adeptos.

Trata-se de um texto substantivo, de 40 páginas, com cinco capítulos, publicado em italiano, inglês e espanhol, no qual são sinalizadas algumas problemáticas do desporto moderno. “É necessário aprofundar a estreita relação que existe entre o desporto e a vida, para que possam iluminar-se reciprocamente, a fim de que o afã de superação numa disciplina atlética sirva também de inspiração para melhorar sempre como pessoa em todos os aspetos da vida”, sinalizou o Papa Francisco a propósito da publicação.

Em relação ao fair-play, a Santa Sé defende ser “uma oportunidade de educação para toda a sociedade”, alertando para uma diferença considerada fundamental: “Uma coisa é respeitarem-se as regras evitando ser-se sancionado pelo árbitro ou desqualificado por uma violação regulamentar; outra coisa é respeitar o adversário e a sua liberdade seja qual for o enquadramento regulamentar.”

O doping é abordado numa perspetiva particular: “Não basta apelar à moral individual de cada atleta”, escreve-se em “Dar o melhor de si: uma perspetiva católica do desporto e da pessoa humana”.

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