Com cerca de uma hora de duração, 5500 voluntários, 5000 figurinos, 70 mil pessoas nas bancadas do Maracanã e a direção criativa de Fernando Meirelles, Andrucha Waddington e Daniela Thomas, a Cerimónia de Abertura dos Jogos Olímpicos Rio 2016 foi um espetáculo de luz, cor e muita música, num espelho do país colorido e animado que é o Brasil.

O diretor Fernando Meirelles e a produtora Daniela Thomas criaram a cerimónia com um décimo da verba que Danny Boyle teve para fazer o mesmo nos Jogos de Londres 2012 e Meirelles, que dirigiu o premiado filme Cidade de Deus, disse mesmo que “seria uma vergonha para o Brasil gastar o que foi gasto em Londres”.

Na cerimónia desta madrugada, tudo começou com o Maracanã de pé para ouvir o hino nacional, enquanto era hasteada a bandeira do Brasil ao som de Paulinho da Viola.

A cerimónia encaminhou-se em seguida para o passado indígena do Brasil no cenário da Amazónia, passando depois pela chegada dos portugueses ao Rio de Janeiro, numa tentativa bem sucedida de mostrar o Brasil como país multicultural, multiétnico e formado por gente de todo o mundo.

Na segunda parte da Cerimónia de Abertura chegou uma das suas joias: a Box City, ou a Cidade de Caixas, 73 “caixas” que funcionam como pequenos palcos, que pretenderam mostrar o final da grande epopeia de ocupação e civilização do Brasil. Tudo ao som de ‘Construção’, de Chico Buarque”.

A seguir, um dos momentos mais belos da noite, com a despedida de Gisele Bundchen, das passerelles, em pleno Maracanã. Ao piano, Daniel Jobim, cantor e instrumentista neto do maestro Tom Jobim, interpretou “Garota de Ipanema”.

Ainda antes da entrada dos atletas, o Brasil fez questão de deixar uma mensagem ambiental e ecológica, dando também o exemplo para inverter a tendência mundial de destruição do planeta. Para isso, antes de entrar para o desfile, os atletas receberam sementes e um tubo com substrato para plantar uma árvore nativa do Brasil e que será colocada na Floresta dos Atletas, no Parque Radical, em Deodoro. Um legado para o Rio.

Acesa a chama olímpica

Já depois de todas a comitivas desfilarem no Maracanã, chegou o momento mais aguardado da noite, com o acender da pira olímpica. Já passava das 4 horas da madrugada em Lisboa quando Vanderlei Cordeiro de Lima, antiga glória olímpica do Brasil, acendeu a pira olímpica e declarou oficialmente abertas as 31.ª Olímpiadas da era moderna.

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