O ano que agora se inicia é marcado, no âmbito do Movimento Olímpico, por especiais exigências para o Comité Olímpico de Portugal (COP), as federações desportivas nacionais, atletas, técnicos e dirigentes, relacionadas com importantes compromissos e desafios emergentes.

Por um lado, em 2018 estão previstas três missões a eventos multidesportivos internacionais, as quais mobilizarão um considerável número de recursos e procedimentos logísticos, configurando simultaneamente momentos importantes na avaliação desportiva dos atletas, a saber:

• XXIII Jogos Olímpicos de Inverno – PyeongChang 2018 (9 – 25 de fevereiro);
• XVIII Jogos do Mediterrâneo – Tarragona 2018 (22 de junho a 1 de julho);
• III Jogos Olímpicos da Juventude – Buenos Aires 2018 (6 – 18 de outubro).

Por outro lado, neste ano, serão estabelecidos e implementados, em parceria com as federações desportivas nacionais, os critérios de integração para o Projeto Tóquio 2020, nos termos e condições do Programa de Preparação Olímpica oportunamente discutido com as federações e apresentado ao Governo, cuja formalização contratual se aguarda para breve.

Finalmente, não é possível persistir em ignorar ou menorizar os danos reputacionais e a dimensão das ameaças à credibilidade das organizações desportivas e à integridade do desporto pelo crescente recrudescimento de episódios de violência, doping, corrupção ou manipulação de competições, a nível nacional e internacional, transversais a várias modalidades e eventos desportivos, que abalam os pilares essenciais do Olimpismo e do desporto, e tem merecido das Federações Internacionais, do Comité Olímpico Internacional, dos Governos e autoridades policiais medidas de maior controlo e tolerância zero.

O Comité Olímpico de Portugal continuará a envidar todos os esforços para que as federações desportivas nacionais adotem tais medidas essenciais a protegerem-se, e aos seus agentes desportivos, do impacto devastador destes fenómenos, nomeadamente através da disseminação das sessões do seu Programa de Integridade, convidando a um envolvimento e participação ativa de todas as federações neste desígnio de interesse comum.

O desporto é hoje um fenómeno global em rápida evolução, com níveis de exigência cada vez maiores que requer de todos – COP, federações, dirigentes, técnicos e atletas – um compromisso firme e empenhado nesse sentido, na certeza, porém, que o sucesso perante os desafios que temos em 2018 não é possível se não “…se superar o que de menor nos divide para afirmar o que de maior nos une”, como recentemente nos lembrou o Senhor Presidente da República na sua mensagem de Ano Novo.

Precisamos de consolidar e ampliar o peso da agenda política do desporto em articulação com outras políticas conexas nos planos da economia, da fiscalidade, formação profissional, do emprego, da educação, do turismo, do ambiente, na qual o desporto surja num plano de igualde substantiva, política e institucional.

Envidando esforços capazes de projetar o valor, a necessidade e os benefícios que o desporto representa para o país e para os cidadãos.

É na convicção que o desporto nacional estará à altura das circunstâncias e saberá ser um exemplo de valores e uma referência indispensável na nossa sociedade que formulo votos de feliz ano de 2018.

Contamos convosco. Podem contar com o COP.

José Manuel Constantino
Presidente do Comité Olímpico de Portugal

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