A canoísta olímpica Joana Vasconcelos sagrou-se este domingo vice-campeã do Mundo de sub-23 de K1 200m, em Welland, no Canadá, no mesmo dia em que o ainda o júnior Diogo Lopes conquistou igualmente a prata na mesma distância. Portugal conquistou assim duas medalhas, num total de seis finais A alcançadas, às quais se juntaram quatro finais B.

A atleta olímpica, que tinha conquistado o bronze nesta distância nos Europeus, concluiu a prova em 40,488 segundos, a 508 milésimos da campeã, a canadiana Michelle Russell. Já depois de ter conquistado a medalha de prata, a canoísta lusa voltou à água um par de horas depois para enfrentar a decisão de K1 500m, que terminou em sétimo, após ter começado a prova nos lugares da frente. Uma hora depois, voltou pela terceira vez às pistas, agora em K2 500m com Francisca Laia, tendo alcançado o quarto lugar a 1,8 segundos do bronze mexicano.

No final, Joana Vasconcelos manifestou o seu contentamento. “O balanço é bastante positivo. Tive três finais e comecei com a prata. Correu-me bastante bem. Não estava à espera, pois as minhas adversárias são bastante fortes. Conseguiu superar-me a mim mesma. Nos 500 não correu tão bem, pois a largada não foi tão boa quanto queria”.

Diogo Lopes, campeão da Europa em título, foi o outro herói nacional da tarde, conquistando a medalha de prata. Foi batido por nove milésimos de segundo, pelo húngaro Balázs Birkás, margem tão curta que só o “foto finish” permitiu esclarecer quem era o vencedor.

O jovem canoísta nacional fez um balanço muito positivo da sua temporada. “Sem dúvida, esta foi a minha melhor época, mas espero conseguir melhores. O objetivo principal é ir aos Jogos de 2016 no Rio de Janeiro. Para já, esta é uma época excelente, que não vou esquecer. Duas medalhas internacionais (campeão da Europa e “vice” Mundial). Uma época cinco estrelas”.

Em 68 países em competição, a prata de Diogo Lopes valeu o 12.º geral em juniores e a prata de Joana Vasconcelos no mesmo K1 200 significou o 11.º em sub-23.

O presidente da federação, Mário Santos, congratulou-se com a prestação nacional nos Mundiais: “O balanço é, obviamente, positivo. Dois vice-campeões do Mundo e seis finais numa equipa muito reduzida (nove elementos), são resultados que vão ficar na história da canoagem. A modalidade tem revelado consistência com medalhas em Campeonatos da Europa e do Mundo e em Taças do Mundo e muitos atletas a ir a finais e lutar por lugares de mérito, o que demonstra que a equipa portuguesa tem consistência e densidade. Estes resultados não são acaso. Temos canoístas com enorme valor e grande capacidade para nestes momentos estar ao melhor nível”, concluiu.

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