Está concluída a participação do Comité Olímpico de Portugal (COP) no Open Day em Tóquio.
O COP esteve representado por Marco Alves (Diretor do Departamento de Missões e Preparação Olímpica) e por Catarina Monteiro (NOC Games Manager).

A cidade impressiona pela sua grandeza em diferentes dimensões e a quantidade de instalações desportivas é sem dúvida uma delas.

Os locais de treino e de competição no centro de Tóquio estão divididos em duas zonas: a Heritage Zone e a Bay Zone.

As instalações que fazem parte da Heritage Zone, como o próprio nome indica, têm o objetivo de relembrar a edição de 1964 onde grande parte das instalações serão as mesmas que foram utilizadas nos XV Jogos Olímpicos e que receberam as intervenções necessárias para responder às exigências definidas por cada uma das Federações Internacionais.

Na Bay Zone concentram-se as novas instalações e a Aldeia Olímpica.

Durante as visitas realizadas houve oportunidade de visitar os locais de competição do Badminton, um dos estádios do Futebol, do Rugby, do Pentatlo Moderno, do Ténis de Mesa, do Atletismo (em construção), do Judo, do Boxe, da Canoagem e do Remo, do Ténis, da Natação (em construção), das Lutas Amadoras, da Esgrima e do Taekwondo para além da Aldeia Olímpica, na cidade de Tóquio.

Os dois responsáveis do COP visitaram ainda os locais de competição e as Aldeias Satélites localizadas em Enoshima (Vela) e Izu (Ciclismo de Pista e BTT).

Enoshima localiza-se a aproximadamente a 70km de distância de Tóquio e, à semelhança do que aconteceu nos Jogos de 1964, foi o local escolhido para albergar a competição da Vela.
À data colocam-se diversos desafios ao Comité Organizador para montar o campo de regatas uma vez que a Marina está completamente lotada de embarcações particulares e a baía é um local de pesca de eleição da população local.

Em Izu, local onde se encontra o único velódromo do Japão e que se situa a cerca de 140km de Tóquio, a competição de pista será assegurada na instalação inaugurada em 2011 e que é atualmente a casa da seleção japonesa.
Serão asseguradas algumas alterações para o período dos Jogos nomeadamente no que diz respeito ao aumento da capacidade das bancadas para espetadores e aos devidos ajustes à climatização da instalação para que possa cumprir com os requisitos da transmissão televisiva.

Já o percurso do BTT ainda não está finalizado mas será realizado nas imediações do Velódromo com um circuito de 4,5km permitindo desta forma aos ciclistas de ambas as disciplinas partilhar os recursos que serão disponibilizados pelo Comité Organizador.

Em ambas as cidades os Atletas e Oficiais serão alojados em unidades hoteleiras que, à escala, terão os mesmos serviços disponibilizados na Aldeia de Tóquio.

No que diz respeito à qualidade das instalações não existe qualquer tipo de reserva sobre a capacidade do Comité Organizador em concluir todas as construções/modificações necessárias para receber os Jogos de 2020.
A reserva que se coloca e que está naturalmente associada à dimensão quer geográfica quer populacional de Tóquio relaciona-se com os trajetos a percorrer pelos Atletas e Oficiais para os locais de treino e de competição uma vez que o trânsito é bastante intenso durante todo o dia e algumas das instalações estão consideravelmente afastadas da Aldeia Olímpica.

Esta distância entre os locais de competição decorre em muitos dos casos do compromisso da cidade de Tóquio em distribuir pelas diferentes regiões da cidade a possibilidade de cada uma delas albergar alguns eventos dos Jogos Olímpicos.

Durante o Open Day Marco Alves e Catarina Monteiro participaram ainda na receção organizada pelo Comité Olímpico Japonês onde a troca de opiniões e de experiências sobre a participação em edições anteriores estiveram na agenda do evento.

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