A Seleção Nacional Masculina de Ténis de Mesa, campeã europeia em setembro último em Lisboa, não deixou os seus créditos por mãos alheias e assegurou este final de tarde a presença na final dos Jogos Europeus Baku 2015, garantindo assim a segunda medalha para Portugal nesta primeira edição dos Jogos, depois da prata conquistada esta manhã por João Silva, na prova de Triatlo Masculino.

Para carimbar o passaporte para a final da competição, Portugal bateu de manhã a seleção da Polónia por claros 3-0, nos quartos-de-final, e ao final da tarde a Áustria, por 3-1. O grande destaque acaba por ser o jovem João Geraldo, que esta semana entrou pela primeira vez no Top-100 mundial e que foi chamado à última hora à equipa para os Jogos Europeus por lesão de João Monteiro. Geraldo não tremeu e é inclusivamente o único dos três mesatenistas portugueses que não perdeu qualquer jogo em Baku. Tem três vitórias em pares, com Tiago Apolónia, e duas vitórias individuais.

Mas vamos ao filme do dia, começando pelo jogo mais importante, as meias-finais contra a Áustria. Tiago Apolónia foi o primeiro a entrar em competição. E começou da melhor maneira o encontro das meias-finais com uma vitória por 3-2 sobre o mais cotado dos austríacos, Robert Gardos, com os parciais de 6-11, 12-10, 11-9, 8-11 e 11-3.

Seguiu-se Marcos Freitas, o madeirense nº 10 do mundo, que perdeu na negra contra o austríaco Stefan Fergel por 2-3, com os parciais de 11-8, 3-11, 11-7, 9-11 e 14-16, deixando o confronto empatado a 1.

Na partida de pares, a dupla Tiago Apolónia/João Geraldo venceu a dupla austríaca composta por Robert Gardos e Daniel Habesohn por 3-1, com os parciais de 11-9, 11-8, 5-11 e 11-8, voltando a colocar Portugal em vantagem no confronto, por 2-1.

Na partida seguinte, João Geraldo podia fechar o apuramento. O jovem mesatenista não tremeu, mais uma vez, e venceu Stefan Fegerl por 3-2, com os parciais de 6-11, 11-7, 9-11, 11-5 e 11-4, e qualificou Portugal para a partida decisiva, marcada para amanhã às 16h de Portugal Continental, onde terá pela frente a França, que bateu a Alemanha por 3-2, beneficiando também da indisponibilidade de Timmo Boll, que obrigou os alemães a abdicar da partida de pares, quando venciam por 2-0.

Marcos Freitas falou no final da meia-final sobre o dia intenso de competição. “Correu muito bem. As duas últimas vezes que encontrámos a Áustria, tínhamos perdido. Estamos muito contentes por ter ganho. Tivemos um trajeto muito difícil com Roménia, Polónia e Áustria”.

Sobre a final, preferiu não atribuir favoritismos. “Uma final nunca é fácil. Esta é ’50-50’. Todos os jogos e pormenores são importantes. A França está muito motivada. Queremos apenas descansar e preparar o jogo. Pela manhã faremos o ‘brainstorming’. Agora é disfrutar, descansar e comer”.

Já Tiago Apolónia lembrou que a Áustria “é uma das equipas Europeias que sempre criou mais dificuldades a Portugal” e lançou a final. “Temos de nos preparar da melhor maneira. Temos a medalha, mas agora é um novo jogo e temos de nos preparar para ganhar. Temos de agradecer todo o apoio que a comitiva de Portugal nos tem dado nas bancadas. Enchem-nos de alegria”.

Sobre um pretenso favoritismo de Portugal, referiu ainda: “Não concordo. A França está a fazer um excelente campeonato. Venceu a Alemanha na meia-final. Os três jogadores estão em muito boa forma. Principalmente numa final, é difícil falar em favoritos”.

O jovem João Geraldo, que como referimos não perdeu até agora qualquer jogo, manifestou-se calmo e ambicioso. “Estamos dentro dos objetivos, mas se pudermos trazer o ouro, melhor. Sinto-me contente, mas não me considero herói”, concluiu.

Depois do título europeu em Lisboa em setembro último, a equipa masculina portuguesa garante um medalha em Baku. Amanhã se saberá se de Ouro se de Prata, mas é certo que sobe para dois o número de medalhas conquistas em Baku.

 

CRÉDITOS FOTOS: COP/IMAPRESS

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