Esta quarta-feira, em Baku, foi um dia de fortes emoções para Portugal. As duas primeiras finais asseguradas na Natação, uma delas com mais um recorde nacional, a estreia do Futebol de Praia com uma vitória arrancada a ferros frente à Suíça, e a despedida do Badminton luso de Baku.

Foi logo pela manhã que os jovens nadadores lusos voltaram à competição na capital do Azerbaijão. E o destaque voltou a ser Gabriel Lopes. O nadador da Lousã bateu o recorde nacional júnior dos 200m Estilos Masculinos (ontem havia conseguido bater o recorde nacional júnior dos 100m Costas), com a marca 2.02,72, o segundo melhor tempo das eliminatórias desta prova, o que lhe valeu o apuramento para as meias-finais.

Já da parte da tarde, Gabriel Lopes não conseguiu repetir a marca, mas com o tempo de 2.03,43 registou a sétima melhor marca das meias-finais e carimbou o passaporte para a final que terá lugar amanhã, pelas 14h45 de Portugal Continental.

Igualmente na final, mas dos 200m Bruços Femininos, estará Raquel Pereira, que nas eliminatórias terminou com o 12.º melhor tempo (2.35,51), marca superada nas meias-finais, ao início da tarde, onde a nadadora portuguesa registou o oitavo melhor tempo, em 2.34,64. A final está agendada para amanhã às 14h18 de Portugal Continental.

Os restantes nadadores lusos em prova não lograram o apuramento para as fases seguintes, a saber:

– 400m Livres Femininos – Eliminatórias – Francisca Cabral (34ª – 4:30.72); Ana Rita Faria (33ª – 4:30.83)
– 200m Estilos Masculinos – Eliminatórias – João Vital (31º – 2:08.74)
– 1500m Livres Masculinos – Eliminatórias – Alexandre Coutinho (13º – 15:46.58) e Guilherme Pina (14º – 15:49.04)

 

Vitória suada no Futebol de Praia

Esta quarta-feira foi o dia de estreia da Seleção Nacional de Futebol de Praia nos Jogos Europeus. Pela frente uma aguerrida Suíça que em muito dificultou o sucesso de Portugal.

Os helvéticos entraram mais fortes e chegaram mesmo a liderar por 0-2, porém Madjer, numa livre de bastante longe, atirou fortíssimo ao ângulo não dando hipótese ao guardião adversário, reduzindo o marcador. Com 1-2, chegou-se ao fim do primeiro período, com a seleção a empatar logo no início do segundo período, de novo de bola parada, desta feita num livre de zona lateral convertido por Nuno Belchior, que abria assim a sua contagem pessoal.

Com o jogo de novo empatado, esperava-se que Portugal pudesse finalmente colocar-se em vantagem, fazendo jus ao favoritismo que possuía. Porém, a Suíça voltaria à vantagem pouco depois, na sequência de um penalty falhado, mas que resultaria em golo na ressaca da defesa do guardião luso. Um golpe duro no ânimo da formação das quinas, que dois minutos depois via os helvéticos reporem a vantagem em dois golos de diferença, numa jogada individual de Noel Ott.

Seria já à beira do final do 2º período que Portugal voltaria a marcar, por José Maria, ele que foi pai há um par de dias, e que festejou a preceito o terceiro golo luso.

Novamente com a vantagem mínima no marcador no segundo descanso, Portugal sabia que já pouco tempo sobrava para a tão ambicionada reviravolta. Por isso, a turma das quinas voltou a entrar a todo o gás e Belchior conseguia o empate de novo a abrir o período, neste caso o terceiro. Tudo ficava em aberto para os últimos 10 minutos de jogo.

Foi neste momento que a equipa suíça pareceu sofrer algum desnorte. Somou expulsões (três jogadores acabaram expulsos) e um frango do seu guarda-redes (que tinha estado em excelente plano, defendendo um penalty e um livre direto de curta distância) acabou por permitir que Portugal se adiantasse finalmente no marcador, com José Maria a bisar.

A Suíça não se deu por vencida e bastou apenas um minuto para voltar a repor a igualdade num pontapé de bicicleta fantástico de Ott, sem hipótese para Elinton Andrade. Tudo voltava à estaca zero, com pouco mais de quatro minutos no cronómetro.

Contudo, surgiria o homem do jogo, Nuno Belchior, que só precisou de catorze segundos para voltar a colocar Portugal na frente, por 6-5, que seria o resultado final, e concluir o seu hat-trick. Até ao término da partida, tempo para a Seleção Nacional atirar duas bolas aos ferros, que impediram que Portugal fechasse em definitivo as contas do encontro, mas os três pontos não fugiram. Amanhã Portugal volta a jogar no areal de Baku, tendo pela frente a Ucrânia, que também soma três pontos, dado que bateu o Azerbaijão por 3-1, às 13h30 de Portugal Continental.

 

Badminton despediu-se de Baku

Portugal voltou a somar três derrotas no Badminton, o que ditou o afastamento dos seus atletas da fase seguinte da competição. Ricardo Silva, que já estava matematicamente fora de competição, foi batido por 0-2 pelo croata Zvonimir Durkinjak, com os parciais de 13-21 e 10-21. O atleta português terminou assim no quarto e último lugar do Grupo H após somar três derrotas em outros tantos jogos, sendo eliminado da prova.

Também Sónia Gonçalves perdeu o terceiro e último jogo da fase de Grupos de Singulares Femininos contra uma das favoritas, a dinamarquesa Line Kjaersfeldt, por 0-2, com os parciais de 7-21 e 13-21, quedando-se pelo terceiro lugar no Grupo B da prova.

A jovem atleta lusa ficou assim eliminada da competição em Baku, mas merece destaque por ter garantido a primeira e única vitória de Portugal nesta modalidade na edição de estreia dos Jogos Europeus.

Por fim, a dupla portuguesa da prova de Pares Masculinos, composta por Ricardo Silva e Ângelo Silva despediu-se com uma derrota frente aos dinamarqueses Mathias Boe e Casten Mogensen, por 0-2, com os parciais de 10-21 e 7-21.

Portugal somou a terceira derrota em outros tantos jogos do Grupo A de Pares Masculinos, terminando no último lugar do grupo, encerrando desta forma a participação de Portugal no Badminton.

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