Aprovada a criação da Unidade do Movimento Olímpico na Prevenção da Manipulação das competições e o arranque da Parceria sobre Integridade no Desporto a nível Internacional

As questões relativas à manipulação de resultados e o reforço dos códigos de ética e conduta, especialmente na luta contra a corrupção, voltaram a ser o tema central da segunda edição do Fórum sobre Integridade no Desporto que se realizou esta 4ª feira (15.02) no Museu Olímpico, em Lausanne, na Suiça.

Foi feito o balanço dos projetos lançados na 1ª edição do Fórum, há 2 anos, mas também se apresentaram medidas futuras que permitam uma maior interação entre todos os parceiros envolvidos nestas causas:
• Agilizar as iniciativas do Comité Olímpico Internacional (IOC) por forma a envolver mais ativamente os parceiros (instituições privadas, Comités Olímpicos Nacionais, atletas e suas equipas) no movimento olímpico, no que diz respeito à prevenção da manipulação das competições
• Envolver todos os Governos de todos os países por forma a que assinem e ratifiquem as deliberações da Convenção sobre Manipulação de Competições Desportivas, do Conselho da Europa
• Solicitar ainda aos Governos que garantam legislação efetiva e fiscalização nesta matéria e
• Reforçar nas medidas de prevenção, em particular através da educação, e propor iniciativas que protejam os atletas e suas equipas, tanto a nível nacional, como a nível internacional.

O Comité Olímpico de Portugal esteve representado através do presidente, José Manuel Constantino, e do Diretor-geral, João Paulo Almeida, que referiu na sua intervenção, a importância de implementar uma Plataforma Nacional, conforme obriga a convenção ratificada pelo Estado Português.

Nesta reunião ao mais alto nível, estiveram presentes representantes dos Governos de 23 países, entre eles, o ministro da Educação de Portugal, Tiago Brandão Rodrigues, que apresentou uma comunicação sublinhando o Programa de Boa Governação e Integridade do COP. E dando conta da iniciativa legislativa, a aprovar em breve na Assembleia da República, relativa ao reforço da criminalização da corrupção no desporto.

Participaram também altos dirigentes de organizações internacionais, como sejam o Conselho da Europa, a Interpol, a Comissão Europeia, a UNESCO, a OCDE; membros de diversos Comités Olímpicos Nacionais; e Organizações Desportivas Internacionais, bem como dirigentes de inúmeras Federações Desportivas Internacionais, num total de 180 delegações.

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