O Comité Olímpico de Portugal e a Plataforma de Apoio aos Refugiados (PAR) assinaram hoje, na Câmara Municipal de Lisboa, um protocolo de colaboração entre as duas entidades. A sessão foi dirigida por Margarida Pinto Correia ( Fundação “EDP” e “PAR”) e contou com a presença do Presidente da edilidade, Fernando Medina.

Depois de assinado o protocolo pelo Presidente COP, José Manuel Constantino, e Rui Marques, Coordenador da PAR, seguiu-se uma intervenção do Presidente do Comité Olímpico de Portugal. De referir que esteve também presente a vice-Presidente do COP e campeã olímpica Rosa Mota,  para além da atleta olímpica Sara Carmo (Vela).

No âmbito deste protocolo o COP compromete-se a desenvolver as seguintes iniciativas, ações e eventos, em articulação com as demais atividades levadas a cabo pela PAR:

1. Encaminhamento e facilitação do enquadramento no âmbito do sistema desportivo federado de indivíduos identificados com especial apetência desportiva;

2. Promoção e sensibilização para os valores do desporto e do Olimpismo com a participação de atletas olímpicos e embaixadores do desporto português;

3. Participação no Programa de Educação Olímpica do COP das crianças e jovens em idade escolar no escalão etário deste programa;

4. Facilitação de formação profissional para monitores de atividades desportivas;

5. Organização de atividades desportivas envolvendo a participação de crianças e jovens Refugiados com as crianças e jovens das comunidades locais de acolhimento, em parceria com autarquias e associações desportivas locais;

6. Complementarmente o COP providenciará a oferta de bens e equipamentos desportivos, bem como de atividades e outros serviços desportivos, em função das disponibilidades e apoios dos seus patrocinadores e parceiros institucionais;

7. Participação e colaboração dos destinatários em atividades desportivas e eventos organizados pelo COP, nomeadamente as celebrações do Dia Olímpico e a organização de seminários, congressos e ações de formação.

 

Por sua vez, a PAR compromete-se a:

1. Promover, estimular e divulgar junto das entidades que integram a PAR as atividades e serviços mencionados na Cláusula 2.ª;

2. Informar o COP sobre possíveis condicionalismos ou restrições à prática desportiva de Refugiados por si apoiados;

3. Colaborar com o COP na recolha de informação necessária ao desenvolvimento das atividades previstas na Cláusula 2.ª;

4. Facilitar o contato com os cidadãos cuja língua, o perfil cultural ou outros elementos distintivos ofereçam eventuais condicionalismos ao normal funcionamento das atividades;

5. Informar o COP sobre os locais de acolhimento e identificação de refugiados que dêem entrada em território nacional, para os efeitos do disposto na cláusula 2.ª

 

Apoio aos refugiados

Portugal em breve acolherá cerca de 10.000 refugiados no âmbito da implementação da Agenda Europeia da Migração tendo estabelecido um mecanismo para proceder à identificação e localização dos recursos disponíveis no território nacional – administração central, autarquias locais e sociedade civil – a fim de aferir a capacidade instalada e concluir o plano nacional de ação respeitante ao acolhimento e integração de refugiados e pessoas sujeitas à proteção internacional. Até ao momento foram já recebidas 133 pessoas, das quais 31 ficaram alojados em instituições anfitriãs com o PAR FAMILIAS. Entretanto, com o PAR LINHA DA FRENTE para além do apoio ao Líbano, a PAR começou a apoiar também a Grécia. No domínio da sensibilização da opinião pública, têm realizado múltiplas ações (conferências, visitas, workshops,..).

Perante o crescente fluxo migratório na Europa associado à recente vaga de refugiados, e tendo por referência o quadro de cooperação estreita que o Movimento Olímpico tem vindo a consolidar ao longo das últimas décadas com a generalidade das organizações Nações Unidas, o COP submeteu e viu aprovado pelo COI o projeto em apreço, tendo dado inicio à sua fase de implementação através de um protocolo de cooperação com o Conselho Português para os Refugiados (CPR).

“Viver o Desporto – Abraçar o Futuro” é o nome do projeto que tem por objetivo difundir os valores e princípios olímpicos da amizade, da solidariedade, da unidade na diversidade, do respeito, da universalidade e da paz propiciando atividades desportivas e equipamento de prática desportiva aos refugiados integrados em centros de apoio ou em famílias de acolhimento.

No âmbito desta parceria para um programa de desenvolvimento social através do Desporto, inserido no plano de integração dos Refugiados apoiados pelo CPR o COP leva a cabo as seguintes ações:

– Oferta de atividade desportiva regular em centros de acolhimento (CAR e CACR);

– Encaminhamento e facilitação do enquadramento no âmbito do sistema desportivo federado de indivíduos identificados com especial apetência desportiva;

– Promoção e sensibilização para os valores do desporto e do Olimpismo com a participação de atletas olímpicos e embaixadores do desporto português;

– Oferta de bens e equipamentos desportivos;

– Facilitação de formação profissional para monitores de atividades desportivas;

– Organização de atividades desportivas envolvendo a participação de crianças e jovens refugiados com as crianças e jovens das comunidades locais de acolhimento, em parceria com autarquias e associações desportivas locais, bem como a participação em outras atividades do COP;

– Oferta de inscrição em atividades e serviços desportivos que não se encontrem integrados em centros de acolhimento.

 

O COP continua a fomentar parcerias colaborativas no quadro das instituições competentes identificadas pelo Grupo de Trabalho para a Agenda Europeia da Migração visando dirigir um plano de ação para a educação e inclusão social de refugiados em Portugal através do desporto integrado, com a parceria das federações desportivas nacionais e ativando complementarmente a sua rede de parceiros institucionais e patrocinadores oficiais.

A paz e a educação são dois dos pilares do Olimpismo Moderno que encontram neste projeto um veículo privilegiado para difundir os valores e princípios da amizade, da solidariedade e do respeito ao serviço do desenvolvimento da Humanidade através do potencial único que a linguagem universal do desporto propícia para a integração social e combate a qualquer forma de descriminação

 

 

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