Mário Santos, recentemente designado como chefe das missões de Portugal às competições Olímpicas, mostrou-se preocupado com o atraso na assinatura dos contratos programa que possibilitam aos atletas do Projecto Olímpico receberem as bolsas que lhe permitam treinar. Estando já em curso o ciclo de preparação Olímpica para o Rio 2016, Mário Santos afirmou que esta é uma preocupação generalizada de atletas, treinadores e federações

«Não é uma queixa, mas preocupação grande por estarmos em fase avançada da época e não estarem definidas as condições dos contratos. Sabemos todos os condicionalismos do país, o processo eleitoral no Comité Olímpico de Portugal (COP) e as alterações governamentais na tutela do desporto, mas a verdade é que em Maio grande parte dos atletas vão integrar os quadros competitivos internacionais sem saber com o que vão contar», sintetizou Mário Santos.

Mário Santos revela «compreensão pelos graves problemas do país», mas recorda que o desporto nacional apenas deseja a clarificação dos pressupostos de forma a que cada atleta e federação possa «adaptar-se às condições, bem como procurar outras formas de dar resposta à sua ambição de um bom resultado no Rio2016».

«As federações e atletas vivem todos no país real. Temos todos a noção das dificuldades e prioridades dos meios que o Estado pode dispor, mas é importante definir as regras para, de acordo com elas, tentar encontrar as melhores soluções para os melhores resultados. Sempre com ambição e algum realismo, conhecendo as regras do jogo», completou.

Actualmente, 44 atletas estão integrados, por via de resultados obtidos em Londres 2012, no Projecto Olímpico intercalar. Com o fim deste no mês de Maio, atletas, treinadores e federações. Poderão ver-se privados dos apoios necessários à preparação e obtenção de resultados que garantam a sua presença no Rio 2016.

Recorda-se que o COP conta com nova direcção desde 3 de Abril, altura em que tomou posse a Comissão Executiva liderada por José Manuel Constantino. Do lado do governo, Luís Marques Guedes substituiu Miguel Relvas como ministro que tutela o desporto, enquanto Emídio Guerreiro ficou com a secretaria de Estado do Desporto e Juventude.

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