No dia em que a segunda edição dos Jogos Olímpicos da Juventude Nanjing 2014 chegam ao seu fim, José Garcia, Chefe da Missão Olímpica Portuguesa, faz ao sítio do COP um balanço da participação nacional e do próprio evento.

 

Qual o balanço da Missão?

O balanço é muito positivo. Os resultados desportivos são de grande mérito e as experiências adquiridas pelos membros da Equipa Olímpica, algo que a todos marcará para sempre, contribuindo para um dos objetivos dos Jogos Olímpicos da Juventude que é formar Embaixadores do Desporto e do Olimpismo. Nesses embaixadores e através deles, criar e ajudar a criar uma nova geração de campeões.

A relação camaradagem entre oficiais, treinadores e atletas, foi sempre uma constante que, conjuntamente com a dedicação, a disciplina e a vontade de superação demonstrada contribuíram para o sucesso desta missão aos segundos Jogos Olímpicos da Juventude Nanjing 2014.

 

Era expectável superar o número de medalhas de há quatro anos?

Era um dos desejos da missão e os atletas deixaram desde logo essa mensagem que não é mais do que aquilo a que nos têm habituado os nossos atletas, querer sempre mais.

Recordar que este é um evento desportivo ao mais alto nível e que nele participam os melhores atletas de todo o mundo na faixa etária dos 15 os 18 anos e que, após um processo de seleção tão exigente quanto aquele que os trouxe a Nanjing essa possibilidade existia e confirmou-se para grande satisfação de todos nós Portugueses.

 

Alguns destes atletas poderão fazer parte do futuro desportivo de Portugal? Já no Rio ou só em Tóquio? Que condições deverão ser garantidas para que os atletas prossigam as suas carreiras para o alto rendimento?

Estes atletas são o futuro e como tal, nós, Portugueses, temos a obrigação de cuidar deles, e de os apoiar nesse percurso.

Estou certo que alguns deles serão uma realidade nos Jogos Olímpico de Tóquio 2020. A presença no Rio 2016, é um desafio muito grande para jovens destas idades, mas é uma possibilidade que não podemos por de parte a exemplo do que aconteceu nos JO Londres 2012.

Para que os objetivos sejam alcançados é necessário que estes jovens heróis do nosso tempo, que conciliam a sua carreira académica (alguns dos que aqui estão pertencem aos quadro de excelência nas suas escola), com a sua carreira desportiva sendo dos melhores do mundo possam continuar a fazê-lo à medida de progridem para outros graus de ensino e ingressam no mercado de trabalho.

Aos media o pedido de uma maior atenção a estes jovens atletas que são o futuro da nação.

 

Qual o momento que mais o marcou nestes Jogos e que guardará na memória?

O hastear da bandeira nacional, a conquista de cada medalha e a forma como os colegas que assistiam a essas conquistas tão fervorosamente vibraram com o êxito.

 

Quais os pontos que merecem maior destaque na organização chinesa?

Destaco a qualidade excepcional e a quantidade dos equipamentos desportivos disponibilizados.

Não posso deixar de referir a excelência da Vila Olímpica e os inúmeros meios humanos disponíveis.

 

E quais os pontos que podem ser melhorados em termos organizativos?

O Comité Olímpico Internacional e o Comité Organizador (NYOGOC) elevaram tão alto a fasquia com esta organização que serão para sempre recordados como a referência dos Jogos Olímpicos da Juventude.

Os pontos que me ocorrem corrigir dizem respeito à dificuldade no acesso à internet e às redes sociais assim como, a alimentação em alguns dos locais de competição.

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