A Comissão de Atletas Olímpicos (CAO) participou no VI Encontro Nacional da Rede de Serviços Desportivos das Instituições de Ensino Superior, na Escola de Economia e Gestão da Universidade do Minho, em Braga, tendo sido representada por Rui Bragança, atleta olímpico de Taekwondo e aluno da Faculdade de Medicina de Braga em vias de iniciar o ano comum de Medicina, e por João Rodrigues, num painel que contou ainda com os contributos do Presidente do Instituto Português do Desporto e Juventude, Vítor Pataco, e de Mário Santos, Chefe de Missão nos Jogos Olímpicos Londres 2012, Presidente da Federação Portuguesa de Canoagem entre 2004 e 2013 e atual coordenador do Gabinete de Desporto da Universidade de Coimbra.

Neste painel debateram-se questões relacionadas com a compatibilização entre a carreira académica e a carreira desportiva de alto rendimento, tendo ficado no ar a questão: há em Portugal um sistema de carreiras duais no ensino superior? Se é já uma realidade no ensino secundário, fruto acima de tudo do empenho de Vítor Pardal na criação e implementação das Unidades de Apoio ao Alto Rendimento na Escola (UAARE), no ensino superior tal ainda não se verifica, apesar de toda a legislação existente. Existem, no entanto, exceções. O Gabinete de Desporto da Universidade de Coimbra, coordenado por Mário Santos, e o projeto TutorUM, na Universidade do Minho, são exemplos de boas práticas e sinais de que a mentalidade começa a alterar-se.

Lenta, mas inexoravelmente, as instituições do ensino superior começam a olhar para os atletas Olímpicos não como um problema, mas como uma mais-valia. Tal é fruto de duas realidades. Em primeiro lugar, o Movimento Olímpico tem-se afirmado na sociedade portuguesa como uma mais-valia, seja não só do ponto de vista puramente desportivo, com todas as implicações que tal acarreta, nomeadamente na afirmação de Portugal além fronteiras, seja na divulgação da importância da adoção de estilos de vida saudáveis, ou na criação de uma cultura desportiva. Em segundo lugar, pelo perfil do atleta Olímpico, que evoluiu ao longo das últimas décadas, apresentando-se hoje em dia com um conjunto de competências e valências que não possuíam anteriormente.

 

 

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