O ex-secretário-geral das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon, foi proposto para presidente da Comissão de Ética do Comité Olímpico Internacional (COI). A iniciativa do Conselho Executivo será votada em setembro e, segundo as reformas da Agenda Olímpica 2020, o nome de Ban Ki-moon, e dos restantes componentes da Comissão de Ética, deverá ser aprovado pelo pleno dos membros participantes na sessão do COI, que decorrerá em Lima, Peru.

Se a proposta do Conselho Executivo for aprovada, Ban-Ki moon substituirá Youssoupha Ndiaye (ex-presidente do Tribunal Constitucional do Senegal).

Ban Ki-moon foi o oitavo secretário-geral das Nações Unidas, de janeiro de 2007 a dezembro de 2016, e comprometeu a organização com os mais altos padrões de ética, integridade, responsabilidade e transparência. Uma das primeiras ações do antigo dirigente máximo da ONU foi introduzir um código de ética aplicado a todos os funcionários.

Ban Ki-moon é um forte defensor do reforço do papel do Desporto para enfrentar os desafios globais e supervisionou a sua inclusão “como um facilitador importante” nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, parte da Agenda 2030 da ONU. Durante uma sessão do COI, realizada em Sochi, Rússia, em 2014, Ban Ki-moon defendeu que “os princípios olímpicos são princípios das Nações Unidas”.

O ex-secretário-geral da ONU correu duas vezes com a tocha olímpica, nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro’2016 e nos Jogos Olímpicos de Inverno de 2014, em Sochi,  para demonstrar o poder do Desporto como uma força global positiva.

O presidente do COI, Thomas Bach, manifestou agrado pela recetividade demonstrada por Ban Ki-moon. “O COI sente-se honrado e satisfeito pelo facto de o Sr. Ban ter aceitado que o seu nome seja proposto. Por um lado, o Sr. Ban tem um registo exemplar de serviço público, com integridade, responsabilidade e transparência; por outro lado, é um grande amigo do Movimento Olímpico “.

A reação de Ban Ki-moon também foi de grande satisfação. “Estou profundamente honrado com a escolha para presidente da Comissão de Ética do COI, e aceito-a com um sentimento de humildade e responsabilidade. As Nações Unidas e o Comité Olímpico Internacional tiveram uma relação de trabalho próxima ao longo de muitos anos, tendo ambas as organizações contribuído para a construção de um mundo pacífico e melhor. Farei o meu melhor para aumentar a responsabilidade e a transparência do COI.”

 

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